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Da série, marcas históricas, 1

Maio 9, 2020 Marcas históricas

Trazemos connosco o legado histórico de um país longo na idade e forte na sua identidade, maior que o seu território, que queremos como nosso, memoravelmente perto e junto a nós.

A história permite-nos nortear a nossa identidade num tempo e num espaço e isso é co-criado também pelas marcas comerciais que vão deixando as suas sementes no arquivo da memória colectiva.

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As marcas históricas condensam em si elevadas doses de valor imaterial, que representa parte daquilo que somos e que invariavelmente transportaremos nos nossos caminhos futuros.

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Quaisquer que sejam os sectores, teremos sempre um ou mais exemplos de marcas históricas portuguesas que souberam permanecer nesta memória colectiva, respeitando as suas heranças históricas e os valores identitários que as fizeram surgir e permanecer até aos dias de hoje.

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Souberam preservar um património que se estendeu muito para além do património industrial, a nível de edificado recordado, convertido ou museográfico, bem como dos bens, produtos ou serviços que foram e são os seus veículos de emoção para se abeirarem dos seus clientes.

Estas marcas são arquivos extremamente bem organizados daquilo que são os passos, os espaços e os compassos de um país como o nosso.

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Perdurando no imaginário de várias gerações, elas puderam permanecer imutáveis nos valores que as definem através das emoções que conseguem oferecer às pessoas sob a forma de memórias visuais, sonoras, olfactivas, tácteis ou do palato.


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A antiguidade nas marcas gera também a confiança, que se tem por aquilo que se conhece, que nos torna um pouco delas também e dessa pertença crescem elos emocionais fortíssimos que geram a fidelidade a essas marcas como se fossem gente.

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Os seus processos próprios criados nas sinergias da vontade de tempos idos, são hoje imprescindíveis nos entendimentos sociais, políticos, económicos e culturais e na real adequação da identidade nacional através das suas marcas.

As marcas históricas portuguesas que conseguirem alicerçar no passado os pilares para o seu futuro estarão a dignificar o incalculável serviço de mediação das suas linguagens com o seu tempo e os seus públicos, permanecendo na história pela memória viva das suas identidades.