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Da série, marcas sustentáveis, 1

Abril 27, 2020 Marcas sustentáveis

Circuitos curtos, sabores longos, dias cheios.

*em O Sussurro do Pão, padaria Forno do Beco, 2019.

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O número de marcas conscientes do seu impacto no mundo é cada vez mais significativo e relevante nas suas abordagens. Já não se tratam de abordagens distantes ou ignorantes das repercussões das suas escolhas antes de uma atenção plena às posições e às mensagens passadas aos seus públicos.

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Os vários eixos da sustentabilidade encerram em si um todo indissociável do resto em importantes processos, tocando e repercutindo-se ciclicamente uns aos outros:

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A sustentabilidade humana na promoção de um bem-estar que procure o desenvolvimento dos indivíduos começa já a ser tida em conta com o cuidado de que as necessidades desses mesmos seres humanos actuais não comprometam as gerações futuras.

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Marcas que criam mensagens claras e alinhadas com valores sustentáveis reais, sentidas na génese como na prática, que disponibilizem informação nos seus produtos e serviços estão a fomentar a uma maior literacia e com ela potenciar a seriedade na escolha e na oferta através de um consumo consciente.

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Com este consumo informado, a sustentabilidade social passa a ser mais clara e dignificada no seu propósito, pois o consumo local e de proximidade reflecte-se num comércio mais equitativo, onde a ética revela à transparência os processos, métodos e os rostos por detrás de cada produto ou serviço, as empresas familiares que os possibilitam gerando a valorização de um novo consumo, comprando menos, e escolhendo melhor.

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O desenvolvimento económico poderá acontecer em paralelo com uma sustentabilidade económica actual e futura através da implementação de metodologias focadas em boas práticas ambientais directa ou indirectamente.

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A investigação científica e tecnológica vem auxiliar, confirmando a possibilidade da existência de um desenvolvimento económico sem o desgaste dos recursos praticado até aqui – uma economia circular.

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.São marcas que mergulham nos seus processos, olhando-os com a vontade de os querer mais conscientes do seu impacto no meio ambiente conseguindo ver mais longe e nesse exercício desenvolverem uma outra consciência de consumo, onde a criação de materiais naturais por recursos tecnológicos possam substituir outros com pegadas ecológicas desumanas, onde a adopção de melhores práticas de produção local e de proximidade possam gerar menos desperdício e em último caso à reutilização daquele que seja tecnicamente inviável de eliminar e onde com um incremento na intemporalidade dos seus produtos e serviços possam elevar a qualidade e o sentido de pertença por parte dos seus clientes aos seus próprios bens.

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Conclusivamente e fechando o ciclo a sustentabilidade ambiental é continuada, com acções consertadas e ecologicamente correctas por parte das marcas, gerando um respeito pela biodiversidade e pelo todo ao qual pertencemos.

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Sendo a sustentabilidade evolutiva e estando em constante mutação de métodos que simplifiquem a sua percepção, a tornem interessante ao ponto desta ser introduzida nas rotinas diárias de cada um de nós.

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A necessidade de uma sustentabilidade que ultrapasse as barreiras da própria palavra e possa ser vivida na essência pelas marcas, nas suas práticas bem como nas mensagens que oferecem aos seus clientes torna-se hoje imperativa e um relevante factor distintivo para estas marcas sustentavelmente responsáveis.