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Da série, contos curtíssimos, 28

Outubro 18, 2019 contos curtíssimos

O pescador e as ondas.

Seguia aquela mão, daquele braço, com aquele corpo, naquele rosto tisnado pelo sol ou chuva, pelos anos e severidade de todas as horas que os compõem. Seguia aquela mão a vontade de cuidar com a trincha e as cores vivas das suas tintas no seu pequeno barco de madeira.

Pintá-lo para as ondas, tratá-lo para o tempo que só o amor pode e aguardar que lá no meio da ondulação revolta pudesse o mar lembrar-se de tamanho cuidado.