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Da série, poemas mas 24

Setembro 30, 2019 poemas mas



Todo o pó

Todo o pó que acumulei

não me chega

quero mais

muito mais.

Sobre as mesas

as cadeiras

os candeeiros

mais daquele pó fino

quase invisível,

porem lá,

a marcar a presença

na sua aparente invisibilidade.

Todo o pó que acumulei

não me chega

quero mais

muito mais.

A dar-me o sinal do tempo,

a levar-me até ele

pela mão do agora

que deixei lá atrás.

Todo o pó que acumulei

não me chega

quero mais

muito mais,

para ter o que limpar.