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Da série, poemas mas, 6

Janeiro 29, 2019 poemas mas

Lavra

Lavra, da minha lavra                

revolvendo o chão da palavra,

arando a terra que sedimentei

ansiando pelos frutos que colherei.               

Lavra, do meu dia

embora sabendo-o não queria.

Lavra, desta tarde

da ânsia que se me arde,

onde o dia já não demora

e o já virará outrora.                

Lavra, desta hora

que não o é senão agora

onde procuro lá adiante

o que tenho aqui vibrante.

Lavra, deste momento

Que seja o alimento,

humilde e puro

deste porto que se quer seguro.