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Da série, contos curtíssimos, 7

Janeiro 23, 2019 contos curtíssimos

O velho e o degrau
Seguia o seu dia, ocupando-se de duas prioridades: o corpo e a mente.
Na sua casa degrau, de portas abertas para a rua, pousava silenciosamente o livro no colo magro, recebendo as palavras como os raios
de sol. Uma a uma. Com tempo.
Na sua rua inclinada, mediana entre pontos, caminhava com duas bengalas, lento mas rigoroso na tarefa a cumprir.

Entremeando as só suas primazias com a gentileza muda do cuidar limpando o passeio que também é estrada, tanto seu como do seu
olhar, tanto seu como dos estranhos que por ali agora passavam.
No final, fechava o dia como quem fecha o livro, guardando um pouco para amanhã, onde o degrau sobreviverá na esperança de lhe trazer companhia.
E de ter mais um dia para cuidar do corpo e da mente.