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Da série, poemas mas, 4

Dezembro 21, 2018 poemas mas

A porta entreaberta de mim

Diz-me que a toalha na mesa da ultima refeição 

sustenta as migalhas e os gestos secando no ar dos minutos.

Diz-me que a cama por fazer permite que os lençóis se conheçam,

a cada ruga e dobra desalinhada.

Diz-me que a roupa no cadeirão serão as finas camadas de uma outra pele,

esta por medida, de bom corte.

Mas principalmente, diz-me que com o ar que por ela passa

refresco a roupa, arejo os lençóis e faço voar as migalhas dos momentos

que não se quiseram nem perfeitos, nem emolduráveis.

Apenas vividos e arejados por uma porta entreaberta.