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Da série, contos curtíssimos, 2

Novembro 12, 2018 contos curtíssimos

A ninhada alheia

Seguia frágil de pensamentos e de estatura a que a figura fora subtrair a aspereza óssea, passeando-se metódica na sua tarefa maternal. Personagem irreal e cartografada a cada cruzamento de olhares para ser imediatamente ignorada no que se lhe seguia. Deixara de ser para apenas servir a unção materna, do sentimento rápido, cuidar e fazer sobreviver, à custa da privação do seu próprio alimento, fazendo da magreza uma escada proporcionalmente longa ao desejo que ousava cumprir. Cuidando de animais nómadas para que como ela não se evaporem, sem aviso, na bruma de uma qualquer manhã anónima.