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Da série, poemas mas, 1

Novembro 2, 2018 poemas mas

Sou a ausência das coisas que transporto

Levo-as daqui ali

amontoam-se-me

avolumam-se-me ao corpo.

Se delas me soltar,

largando-as de mim

deixando-as ir

ficarei maior.

Os seus volumes somar-se-ão

permanecendo por aqui

a alma do seu espaço

o esqueleto.

O meu tronco agilizar-se-á

e voltarei a ser maior do que as coisas que transporto.